quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O ASSOVIO MORA AO LADO...


Um assovio alegre. Muito alegre. Repetido várias vezes. Por uns dias. Por uns meses...
Durante uma reforma infindável no meu apartamento, tive que morar, por um tempo, numa casa emprestada. E com um vizinho de muro colado. Jardim com jardim. Quintal com quintal. E a mesma caixa postal!
Tudo era aceitável, naquele improviso temporário. Até que, no silêncio da manhã, uma alegre marchinha de exército americano alguém começou a assoviar ... lála, lalalala lala, lála!  Um rapaz? Um soldado?  Um velho desocupado, ensinando um papagaio? Dormi mais um pouco, embalada pelo assovio intermitente...  
E veio a noite. E o assovio, novamente. Lála, lalalala lala, lála! Como era contente. Irritantemente. A mesma alegre melodia. De manhã. De noite. De repente!
Fui perguntar aos vizinhos, na esperança de mais algum descontente. Ninguém ouvia. Todos indiferentes! Toquei várias vezes a campainha do vizinho feliz, mas nunca encontrei ninguém. Olhei pelo muro. Vigiei a porta e a janela para ele não fugir. Mas não via o vizinho chegar. Nem partir!
E ficamos assim... Dias. Semanas. Um mês. Dois meses... E o mesmo assovio, dia e noite, feito açoite! Até que no mês de dezembro, voltei pro meu apartamento. Novinho em folha. Tão belo. E tão sem ninguém...
Estou lá há uns três meses e, às vezes, bate aquela solidão. É aí que, de manhãzinha, eu confesso que sinto falta. E apelo descaradamente: lála, lalalala lala, lála...
 
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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

CRIANÇAS, CACHORROS... E PAPAI NOEL!

 
Crianças são geniais. Aprendem rápido as coisas. E, imediatamente, começam a fazer incríveis associações! Muitas vezes, colocando a gente em saias justas...
O bom, é que continuam puras e sinceras. Acho que é por isso que elas se dão tão bem com os animais. Minha sobrinha Mariana adora cachorros e já teve todo tipo de cãezinhos. O vira lata Zeca, de pelo curto e sem pescoço. A Petuska, um poodle pequeno de cor champanhe e pelo encaracolado. A buldogue Madona, toda tigrada, e o sheepdog Zetti, enorme, de pelo longo e branco. Esse era muito bonito, mas o problema é que vira e mexe aparecia com pulgas!
Foi através dele que Mariana teve seu primeiro contato com os indesejáveis habitantes caninos e como toda criança, que sonha em ser veterinária por uns dois ou três meses na vida, ela mesma queria tratar do bicho.
O remédio era mau cheiroso e deixava forte vestígio nas mãos. Mesmo assim, ela gostava de cuidar, embora tivesse um declarado asco pelos bichinhos saltitantes!  E dava certo. Mariana entendia dos bichos. E do pelo dos bichos!  
Perto de completar cinco aninhos, próximo do Natal, Mariana foi levada pelos pais até o Shopping para conhecer o Papai Noel. Já na fila, observando de longe o bom velhinho, de longas barbas brancas, ela não pareceu muito confortável.
Logo de cara, disse que não queria falar com ele. Nem sentar se junto dele no trono. Diante da surpresa, a família resolveu insistir. Foi a contragosto que Mariana, já sentada no colo do velhinho, olhou bem de perto a sua barba longa e branca e começou a gritar ...  Não quero! Me tira daqui!
Chorosa, foi sacada rapidamente do local, sem um sorriso, nem a foto clássica de Natal.
Longe dali, a mãe surpresa perguntou: -Você não gostou do Papai Noel? - Não!  Porque? - Ele tem barba de pelo longo e branco... E o que que tem isso?
- Tem que ele é pulguento!
Oras!   


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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

QUAL A CAPITAL DO UZBEQUISTÃO?

 
Dizem que eles são loucos. Doidos varridos. Eu prefiro chamar de marqueteiros natos. Alguns, geniais...
São os ambulantes criativos e, às vezes, exóticos, que se espalham pelas praças, ruas e avenidas vendendo seus produtos com arte e irreverência. Aqui nas praias do litoral de São Paulo temos aos montes.
Um deles, carrega o produto na cabeça. Seus cachos de cabelos negros, emaranhados pelo tempo, servem de encaixe perfeito para cascas vazias de amendoim. Ele é avistado à distância com os exóticos enfeites presos na cabeleira. Nada fashion. Nem higiênico. Mas é impossível não ver o vendedor de amendoins se aproximando, com sua camisa preta, amarela , verde e vermelha com o rosto do Bob Marley...
Outro vendedor conhecido, é um gordinho, com sotaque nordestino e voz estridente que bate martelo num bumbo, gritando bem alto: Cocada light. Cocada diet. Cocada engordiet!  Os gritos assustam  os quem ainda não o conhecem. Mas é assim que ele vende cocada que nem água! De coco!
Mas o marketing mais criativo, era de um rapaz que vendia sanduíches naturais nas praias do litoral sul. O nome dele era Rambo. Usava  bermudas camufladas de exército e uma fitinha na testa. Corpo avantajado e peito sem camisa. Uma espécie de Stallone tropical!  Caminhava quilômetros pela areia quente da praia e vinha lançando no ar, perguntas de conhecimentos gerais. Em geral, perguntava sobre as capitais. Numa época que ninguém tinha celular e não havia Google pra consultar...
Ele ia passando e perguntando:  - quem souber a capital de tal lugar, ganha um sanduiche do Rambo!  Vez ou outra,  algum professor acabava acertando. Mas, na maioria das vezes, ninguém matava a resposta e o Rambo sorria dizendo: - Tem que pesquisar pessoal. -Tem que estudar! 
Era simples e divertido. Criativo. Acho que foi por causa do Rambo que eu jamais esqueci o nome da capital do Uzbequistão, que é a cidade de... Melhor não contar. Vou fazer como o Rambo. Tem que pesquisar pessoal! Tem que estudar! 



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terça-feira, 28 de novembro de 2017

RESENHA DO MÊS: "CARNET DE VOYAGE" - EDGAR DUVIVIER

                                       “... o mar é um ótimo papo, sabe escutar e
                                                                guardar segredos pra sempre...”     
    Lindo de ler! Lindo de ver...  
Tem horas que a gente não está pra coisas muito densas e profundas. A vida anda tão carrancuda... O mundo, conturbado. Pra esses momentos que buscamos um pouco de leveza e um toque de beleza, nada melhor do que viajar nas páginas do livro “ Carnet de Voyage”. São 24 mini crônicas, acompanhados de belíssimos desenhos, que colorem cada cenário visitado pelo autor. Textos pequenos e deliciosos. Uma mistura perfeita! Afinal, à espera da terceira idade, como o próprio autor se declara, o escritor, músico e artista carioca Edgar Duvivier mostra sinais maduros de quem aprendeu saborosamente com a vida, o que é um bom cardápio... " escolher uma viagem é, as vezes, como escolher um prato de um restaurante que você já conhece. O apelo de repetir o que a gente gosta é grande, e acaba que muitas vezes, repetimos o prato.”
E ele repete mesmo. Sem pudor... “ sempre que posso volto a França...  como um pombo volta pra casa.” 
Comparando a vida, com grata simplicidade “... uma espécie de Carnet de Voyage. Um livro em branco onde vão se escrevendo histórias, se pintando quadros e guardando retratos.”
Longe de ser um guia turístico dos locais por onde passou, o livro de Duvivier é o registro de alguns lugares que ficaram na sua memória, nem sempre por serem os melhores, ou mais bonitos, mas por terem, de alguma forma, deixado uma marca... Assim foram, Roma “ onde você vê mais esculturas que gente...”, Lisboa “ é como visitar a casa da nossa avó”, New York “A menos americana” e “a mais americana do mundo”, Patagônia  whisky on the rocks com pedras de gelo milenares”, Cuzco  "No trem, entre porcos, galinhas, índios e turistas..” ,
Parada Filgueiras.,. “ Quando algum dia eu não vir mais nada, acho que estarei ainda vendo o sol nascer em Parada Filgueiras...”
E, vários outros locais exóticos, como Canal de St Martin, Boulder, Ilha da Madeira, São Domingos... Sem faltar, é claro, o seu Rio de Janeiro, por quem o autor se confessa apaixonado, “apesar de tudo”. Daí, talvez, o olhar poético sobre as favelas...  Quando escurece e as luzes se acendem no morro, as favelas dão de presente pra cidade um tesouro de jóias que brilham sob as curvas escuras das montanhas adormecidas”. Ou ainda, derramado sobre as praias cariocas...“ a praia do Arpoador é a praia em si!
É deste jeito que  “Carnet de Voyage” nos encanta e delicia. Como um leve e breve passeio olhando belas paisagens. Obra de um autor maduro, que divide com o leitor, seus desenhos, memórias e seu olhar poético. Sensibilidade que alcança além das emoções e experiências individuais, provocando ternura naquele que lê!  Como em seu último conto, o retrato delicado da mãe aos noventa anos, caminhando na praia rumo ao futuro, incerto...“ o medo da morte está na razão, o instinto sabe que tudo é um fluir!”
Carnet de Voyage flui deliciosamente bem. Um livro lindo de ler! Lindo de ver!
  
Livro: Carnet de Voyage
Autor:  Edgard Duvivier
Publicação: Julho de 2015
Número de Páginas: 60
Coleção: Passos Perdidos
Gênero: Crônicas
 
 
 
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

NEM SIM, NEM NÃO!

 
A vida vai  nos lapidando. A idade e a experiência aguçam nossos sentidos. E cada vez mais, percebemos meias, segundas e terceiras intenções...
Um sorriso de lado. Um ato disfarçado. Um aperto de mão vazio...
Por outro lado, quanto mais desvendamos a alma humana, mais chato se torna descobrir suas artimanhas!  E como é custoso ter que ler entrelinhas... O que quis dizer aquela frase que ficou pela metade? Será que está ressentido? De verdade?
As redes sociais são as rainhas de tal leviandade. Repletas de meias palavras. Meias verdades... E não temos mais tempo pra isso! Queremos, alguns poucos, e em geral, solitários, tudo bem claro. Transparente, se possível! 
Nada de dizer que está lindo, quando na verdade não está. De dizer que gostou, quando apenas suporta. Que bom abrir as portas. As janelas. O coração...

Feito criança. Respostas simples. Sim ou não! 
Na juventude, nadando junto à corrente, a gente não lê entrementes. E acaba seguindo em frente sem perceber. Mas depois que se amadurece, e mais gentes se conhece, fica fácil decidir. Chega de meios sorrisos. Meias verdades. Meias intenções... 
A idade madura pede clareza. Olho no olho. Sinceridade. 
Um gesto real. Seja doce ou seja amargo! As Monalisas que me desculpem... 
Prefiro os sorrisos largos!


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sábado, 18 de novembro de 2017

QUANDO EU PAGAVA MEIA...


O nome do cine era Universo. Tinha o teto retrátil. O que era muito mais interessante que a maioria dos filmes que passavam...
Era mágico e excitante ver aquele portal gigante abrindo lentamente no final de cada sessão. E tinha sempre um noticiário em branco e preto, antes dos filmes. O Primo Carbonari. Com trilha orquestrada e notícias em voz padrão. E o Canal 100, mostrando cinematograficamente um clássico no Maracanã apinhado de gente. Eu gostava daquele balé de pernas, filmadas de baixo pra cima, driblando e passando a bola em “slow motion”.
Toda sessão era assim. Além de que, a maioria dos cinemas apresentava sessões duplas. “Dio Come te amo” era batata, antes da estréia de um novo filme, deixando ainda mais romântica, a adolescência paulistana. Ninguém reclamava. Tudo era cinema! Cada um com sua magia...
Gazeta, Gazetinha e Gazetão, vizinhos dos famosos cursinhos. E fiéis parceiros dos gazeteiros. Fontana e sua sessão tripla! Copan e Belas Artes, presença dos artistas! Cada cine, com o charme do seu tempo. E todos com um cheiro dominante. Mofo com aromatizante! E pipoca amanteigada...
Cines de som horroroso. Cadeiras de madeira e duro encosto. Por onde deslizavam chaves e carteiras. E depois de sentar, a estranha mania de observar... 

A mulher mais nova e o senhor sem cabelo. O homem magro, de rosto vermelho. A mulher que saiu do cabelereiro. E tantos Eduardos e Mônicas, sem moto, sem camelo...
Tudo num só cenário. Numa só sessão. E antes do filme começar, o cara gigante que sentava na nossa frente... Roubando parte da legenda e a paciência da gente.
Coisa de cinema. E tudo encantava.  Mas o cine Universo superava! Quando não chovia, o enorme teto se abria... Pra que até os anjinhos, lá de cima, dessem uma entradinha. Pura cortesia!  
  
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

PENDURANDO ORQUÍDEAS

 
Parece que combinaram.Todos os meus vizinhos da rua. Os da direita, os da esquerda e os de frente... Resolveram pendurar orquídeas em suas árvores defronte aos prédios onde moram, no comecinho do mês de setembro. E parece que as plantas acolheram docemente o local da exposição. Florindo, todas ao mesmo tempo, numa explosão de cores em meio ao concreto e o cinzento das ruas.
Tem as amarelas. As brancas e lilases. As roxas. As azuis. E até as múltiplas róseas! Desde então, minha caminhada não tem sido a mesma. Agora, a pé pela calçada, não penso nas tarefinhas ordinárias, nas compras do mercado, no político safado, na conta que não fecha. Agora vejo árvores! Suas cores. Seus tamanhos. Seus troncos enfeitados.
Percebi duas quaresmeiras entre os enormes chapéus de sol. Uma pitangueira. Dois Ficus. E uma pequena e florida, que ninguém sabe o nome. Nem o porteiro do prédio. Linda. E com orquídeas penduradas, mais ainda!
Penso que foi essa delicadeza que despertou o meu novo olhar... E me atrevo a imaginar que, talvez,  um dia, a gente pudesse pendurar orquídeas em todo lugar.
Naquele quartinho de casa, cheio de quinquilharias, roupas e sonhos amarrotados... Uma orquídea por lá, não iria nos provocar?  E uma orquídea no porão ? Uma no estacionamento ? Outra, no viaduto de cimento. Ah.. e uma enorme, bem no pescoço do chefe avarento.  Não custa tentar... 
Pendurar orquídeas é bom demais! E elas mudam nosso olhar! Na minha rua já temos nas árvores, nas praças, nos jardins e quintais. Pensamos, agora, em orquídeas nas rampas de Brasília... 
Mas seria contraste demais! 

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

AI, QUE MEDO!


Medo é coisa chata de sentir. Nos apequena. Engole. Acovarda.
Nem falo dos medos mais profundos, que assolam a alma humana. O envelhecimento. As perdas. A solidão... Medos insolúveis, abismais...
Falo dos medos mais banais. Medos tolos que vem da infância. Muitos deles, surreais...
Meu irmão tinha medo de escada rolante. O outro, de lagartixa. Eu tinha medo de areia movediça. Presente na maioria das séries dos anos setenta... Como se fosse comum alguém passear e se perder em um pântano! De repente, lá estava o fulano se afundando lentamente, sem ter um galhinho sequer para segurar. Eu morria de medo daqueles terrenos traiçoeiros e movediços que engoliam as pessoas.
Lembro também de alguns medos terceirizados. Aos seis anos de idade, me contaram que o vizinho tinha medo da esposa. Fiquei muito impressionada. Esposa! Seria pior que raposa? Eu tremia quando diziam para o pobre coitado, toma cuidado, a esposa vem aí! Coisas de criança...
Hoje não tenho mais medos imaginários. Os medos reais me tomaram pela mão e desse jeito vou seguindo em frente. Com medos que começam no ouvido. No som do estampido. Das balas perdidas. Medo da violência desmedida! Medo do assalto. E do roubo no Planalto. Medo da guerra. Do Trump e do louco da Coréia. Medo do preconceito movediço que volta e meia nos rodeia. Que cerceia e nos atola. Medos de agora!
Quem dera voltar à idade dos medos banais... Aqueles que a gente consegue enfrentar... No próximo verão, por exemplo, pretendo viajar na boa, de avião... Prometo tentar!
Mas o medo daquele gato listrado da Alice, que aparece e desaparece... este vou precisar de muita terapia para enfrentar ! 
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

MEU RALO FAVORITO...

 
 
Não era uma pedra.  Era um ralo no meio do caminho. Um grande ralo, no meio da história...
Também não era um caminho. Era uma quadra improvisada, onde os alunos, alegres e indiferentes ao fato, jogavam basquete, volei e futebol. O que deixava um tanto rústicas, as aulas de educação física do Colégio Padre Anchieta, no antigo bairro do Brás...
As tabelas de basquete, presas na parede, eram de tamanho oficial, já as dimensões da quadra, não passavam perto...  Espremida no vão do pátio, o chão era o que mais complicava. De bloquetes sextavados e ásperos. Sem área de escape. E com aquele incrível ralo no meio.
Pra não perder o controle da bola, o melhor era driblar o bendito, ou bater bem no “meinho”. Coisa de craque! E, modéstia a parte, técnica que eu dominava...
Já nos jogos de volei, a coisa era diferente. Só os levantadores, fixos na época, é que sofriam. Vez ou outra alguém torcia o pé. E a gente se perguntava, como podia um colégio ganhar tantos jogos e torneios, treinando numa quadra com ralo?
Eu mesma, que vinha de um colégio modernizado após um terrível incêndio e com uma quadra oficial, onde a turma treinava e nunca ganhava, ficava embasbacada.
Mas que nada! O colégio Padre Anchieta tinha algo. Alma. E, com certeza, alguns fantasmas infiltrados... Principalmente no final dos corredores do prédio velho, de azulejos portugueses, e nos banheiros amplos e assustadoramente vazios...
Voltei lá, há uns dez anos atrás, para visitar o colégio junto com outros ex-alunos. O prédio agora abriga a Oficina Cultural Amácio Mazzaroppi.
Ficou linda a restauração! Continuam belas as antigas janelas de vitrais coloridos, e as escadas em caracol. A quadra ainda está lá. Agora, um pátio de apresentações. Com seu ralo de ferro. Quadrado. Bem no meio.
Olhei de pertinho. Os olhos encheram de água e percebi o quanto era mágico aquilo tudo. Eu adorava aquele ralo. Que se chamava superação!
 
 
 
   Foto atual da antiga quadra, agora palco de apresentações teatrais.
 
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

SEGUIMOS SEM SABER...

 
E amanhã? O que virá?  Sol? Chuva? Uma noite escura? Ou uma bala perdida, no peito... no meio da rua?
E depois de amanhã? Quem é que pode afirmar? Vem Sucesso ou vem cansaço? Depois de tantas lutas. Obstáculos. Bate o desassossego e o coração em pedaços...Virá um livro? Um filho? Um marca passo? Talvez um rompimento. Ou um novo casamento?
Não sabemos de nada. Nada do que vem pela estrada. Esperamos a sorte. Vem a morte. Esperamos a carta, vem o corte. Ganhamos dinheiro. Perdemos saúde. Esperamos a fama, ela deita na cama!
Quantas e quantas vezes, conseguimos o oposto do que imaginamos? Como se a vida se divertisse e nos empurrasse sempre rumo ao desconhecido. Tudo volátil. Nada com precisão. Como um pênalti, marcado aos quarenta e cinco do segundo tempo, sinalizando a iminente vitória. Mas a bola vai fora!
Tantas vezes não foi assim? Queria ser dentista, virou marceneiro. Queria casar com o médico, acertou-se com o padeiro. Programou férias dia dois de julho, se acidentou no dia primeiro! Ah, os planos e projetos ... Quase nunca dão certo!
Ontem mesmo, pensei em jogar na mega-sena para ver se ganhava um dinheirinho... Levaram minha carteira, meu celular, e meu sonho no caminho.
Triste está o mundo, com medo do amanhã. No Brasil. Na França. Na Síria. No Irã... Mas vamos seguindo... Enfim, a vida é do jeito que deve ser.  
Surpreendente. Dolorosa. Imprevisível assim.  Saber o que vem adiante? Quem me dera. Ai de mim! Mas enquanto houver mar, amor e um pouquinho de humor...
Vou com medo, mas vou até o fim!
 
 
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O CARDÁPIO DA VIZINHA

 
Ganhei novos vizinhos ao lado. No apartamento vinte três! 
Nas primeiras semanas, pensei que se tratasse de um “masterchef”. Depois, imaginei um casal, com uma mulher meio gorda, dessas que vivem para cozinhar. Ou,  uma família abastada, com sua cozinheira genial...
Acontece que meus dias não estão sendo mais os mesmos. Logo pela manhã, sou acordada por um cheiro irresistível de pão com manteiga, torrado na chapa. Outras vezes, uma espécie de tapioca com côco e azeite de dendê! Seria ela nordestina? Não sei, ainda... 
No almoço, carnes e peixes variados. Com temperos e aromas fantásticos, que despertam a gula em qualquer mortal carnívoro. Com certeza, não são vegetarianos...
E à tarde, quase sempre, um bolo de laranja! Sabe o que é sentir cheiro de bolo de laranja com café, às cinco da tarde? Felizmente, é muito raro ficar em casa neste horário. Mas é à noite, quando estou chegando, despedaçando-me de fome e cansaço, que vem a tortura final. Já no corredor, o cheiro dos molhos mais exóticos...  Nuances de macadâmia, molho madeira, manjericão...

Por  Deus! Está ficando cada vez mais difícil comer aquela saladinha leve de alface e tomate todas as noites, sentindo os aromas inebriantes que penetram pelas frestas da porta e das janelas do apartamento.
Semana passada, encontrei na porta, a incrível vizinha do vinte e três. Magra. Esbelta. Muito bem vestida. Perguntei, cordialmente, se era ela que cozinhava e tão bem. Simpática e gentil, ela sorriu e fez sinal com a cabeça dizendo que sim! Não perguntei mais nada. Nem mesmo se ainda trabalhava fora.
Vai que ela diz que é CEO de uma empresa e líder do mercado. Seria muita competência... morando ao lado!


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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

MEMÓRIA DE PAPEL

Dizem que os franceses carregam os pães debaixo do braço. Por tradição. Também não são chegados a banhos diários. Povo estranho esse que vive na bela Paris!
Lembro quando minha única tarefa de filha era buscar o pão às cinco da tarde. Os pãezinhos vinham, todos, naquele clássico saquinho marrom que resiste até hoje. Papel grosso, que amassa fácil e fica excelente para escrever música e poesia.
E a bengala, quente e estalando, vinha enrolada num papel rosa. Papel duro. Que mais tarde foi substituído por um meio transparente, vegetal, parecido com o papel que envolvia as barrinhas de chocolate, só que mais grosso. Ah... as sedas dos chocolates.
Era lindo abrir o lingote de “Diamante Negro” e desfolhar o papel que o envolvia, em cima de uma tira de papelão. São os papéis da minha memória. Que vem numa espécie de trem das cores e de espessuras. Como o papel azul que envolvia a maçã, perpetuado na música...
Papéis são provas de vida. No mais amplo sentido. Eu adorava aqueles papeizinhos que sobravam, quando se arrancava uma folha do caderno espiral... Pedaços iguais a um quebra-cabeça. Mas que não se juntavam jamais.
E eram muitos os papéis dos alimentos, antes de serem engolidos pelas embalagens flip. Bem mais herméticas, convenhamos.
E para o peixe, dentro  do plástico com gelo? Só mesmo o papel jornal!
Tinha papel em todo lugar. O papelzinho que lacrava a caixinha de fósforo. O papel da carta, com cheirinho de talco..
E como não lembrar... o papel dos confetes, que se escondiam nas frestas dos tacos de madeira e no sofá. E ressurgiam de repente, depois de  anos, décadas, talvez, milênios...


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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

SOMOS TODOS CLICHÊ?

 
Morar próximo ao maior porto da América Latina tem seus encantos e clichês! E, cá pra nós, quem nunca embarcou feliz em um pegajoso clichê?
Os lencinhos brancos, por exemplo. Nas mãos das pessoas, acenando para o transatlântico que passa repleto de turistas no “pier” lotado, sob a luz do sol e os peixinhos a nadar no mar ( clichê de Jobim...), é sempre belo de se ver! Compõem tão bem!
Às vezes não temos parentes, sequer conhecidos. Acenamos ao léu! Puro prazer de estar na cena! E os clichês, às vezes mudam de águas... O que dizer das fotos dos casais nas gôndolas de Veneza? Ar de eternos apaixonados...  Devem ter discutido a beça se valia a pena ou não pagar os 80 Euros do passeio!  Não é um clichê barato, não! 
Asseguro, porém, que nunca reproduzi a cena de Titanic na proa de um navio!  Mas a foto de braços abertos nas escadarias do Corcovado, imitando o Cristo Redentor, essa eu fiz! Tenho até hoje a prova. 
Também são bons, os saudosos clichês musicais... Quem nunca terminou a festa cantando “Andança” em corinho, com um grupo de velhos amigos recordando os anos rebeldes? Ah, não?  Foi “ Alegria, Alegria”, então? ...também serve!
Mas, clichê do clichê é imaginar que, no banheiro do aeroporto, alguém irá nos chamar pelo auto falante e impedir nosso vôo... Um Humphrey Bogart qualquer, mudando a história e pedindo pra não partir.  Ilusão! O amor hoje em dia manda whatsapp. – Bora, já!  Desce, aí!!  
E pra terminar o texto em clichê, antes de escrever “FIM”, gostaria que o caro leitor, com seus mais de quarenta anos, olhasse pela janela...
-Olha que céu azul! Agora, confessa, que deu vontade de completar bem baixinho...
 .... azul até demais!!!

                                                 FIM


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RECEBENDO O PRESENTE DA AUTORA PORTUGUESA "JOANA SANTOS SILVA". SEU BONITO LIVRO "ONÍRIA"... RECHEADO DE POESIAS E INQUIETAÇÕES DA ALMA...
UMA BOA DICA DE LEITURA! DA EDITORA CHIADO.

 
E A GANHADORA DO LIVRO INFANTIL "ERA UMA VEZ UMA COISINHA"
DESTE MÊS DE SETEMBRO FOI " MARCIA SALGADO"!!!
NO MÊS QUE VEM TEM MAIS!!!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A MÃE DA FORMIGA

                                                                                                  Desciclopédia

Tem gente que é cascuda. Leva cada porrada da vida!
Levanta, sacode a poeira e segue em frente, sem grandes danos. Não leva culpa. Nem culpa ninguém. Assim lhe faz bem!
E é bom que tenha gente assim. Que segue sem lamento, aprendendo ao seu tempo. Muitas vezes, sem nenhum comprometimento. É um jeito! E cada um tem o seu de viver.
Tem gente, porém, que é pura seda. Rasga fácil. E desfaz-se em pedaços. Basta um peteleco da vida e a alma se contorce toda. Um beijo mal dado e lá se vai o feriado!  Uma palavra errada do amigo e a relação corre perigo. E quando a injustiça começa rondar, o mundo está pra desabar.  
Não se trata de melindre, ou bipolaridade. É o “ser sensível”! Aquele que se trabalhasse em um hospital viveria o drama de cada paciente. Aquele que vê desenho da Disney e chora. Aquele que sente e se incomoda! E como é duro ser assim...
Dizem que é coisa de artista, poeta, gente que não sabe ganhar dinheiro. Só problemas existenciais.  E deve ser sim. Sou deste último tipo desde pequena. Os sentimentos ecoam gigantes. Muitas vezes, desproporcionais. Para o bem e para o mal. Mas sempre deixam, de presente na alma, um belo contorno final!  
Eu tinha cinco anos e lembro perfeitamente... Estava sentada no chão da cozinha olhando uma fila de formiguinhas que passavam perto. Como toda criança, impetuosa, e muitas vezes cruel, espremi com o dedo a última formiga da turma. Queria tocar. Sentir seu cheiro. Experimentar o caos!
Foi quando meu pai, sem ter a noção do tecido frágil de que era feito meu coração, perguntou com ar sério: - você matou a formiguinha?  Sabia que a mamãe dela estava esperando ela chegar em casa? 
A frase danosa entrou feito punhal no meu coração. Foram dias de tristeza e a promessa de nunca mais matar uma formiga sequer. Nem as saúvas!
Nenhuma mãe, mesmo inseto, merece!     



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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SUPERSTIÇÃO?


Dora era única! Especial. De estatura baixa. Gorda, só da cintura para baixo. Pernas brancas e roliças, em xis. E dona de um enorme par de olhos verdes, do tamanho do seu coração.
Mas tinha suas esquisitices. A simetria, por exemplo. Trabalhava há anos com minha família e os objetos das mesas e prateleiras tinham que ficar sempre equilibrados. Dois pra direita. Dois pra esquerda. Um de um lado. Um no meio. Outro do outro lado. Tudo simetricamente distribuído. Toque? Acredito que não. Era pela estética mesmo.
Ela achava bem melhor daquele jeito e pronto! Dava um trabalhão espalhar as coisas quando Dora saia e quebrar aquela rígida distribuição, dando agradável liberdade às coisas.
Além da simetria, outras manias e superstições estavam incorporadas a Dora. Acreditava em olho gordo e mau agouro. Mariposa preta, por exemplo. Era sinal de morte por perto. Quando entrava alguma em minha casa, ela já tremia da cabeça aos pés. -Nossa, vai morrer alguém!  Às vezes, demorava uns três, quatro dias, sem nenhuma morte sequer, e aí Dora forçava... Viu? Fiquei sabendo que morreu o irmão do vizinho do meu cunhado...  -Tá bom, Dora, eu fingia que valia... 
Outra maluquice, além de achar que eu deveria ser a primeira dama da minha Cidade e que devia abrir uma floricultura junto com ela e comercializar vasos de plantas, pois sabia da minha paixão e aptidão para criar orquídeas, era com relação a dois ursinhos de pelúcia que eu tinha no quarto do casal.
Depois de arrumar a cama, esticar os lençóis e borrifar meus perfumes mais exóticos, ela colocava os dois ursinhos se beijando. De início, achei que tinha sido sem querer. No dia seguinte, achei que fosse brincadeira. Mas depois de semanas assim, perguntei: Dora, você coloca os ursinhos se beijando de propósito? - Claro, Dona Inês. Eles se amam!  
Não sei como Dora descobriu isso... Fiquei com medo de perguntar! Aliás, Dora já não trabalha mais com a gente faz alguns anos. E vou confessar... até hoje,  quando arrumo o quarto, coloco os ursinhos se beijando. Vai que...

 
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A MESMA MÚSICA...

 
Parece que escuto a mesma música. Sempre. E ela serve pra hoje!
Artistas brasileiros, em diferentes tempos, com seus cantos certeiros... 
Lá nos setenta, Milton cantava pra uma gente que ri ao invés de chorar. E não vive, apenas aguenta. A gente agora, igualmente se isenta!
Nos oitenta, Renato! Na favela, no Senado, tristeza pra todo lado, ninguém respeita a constituição... Tudo igual. Sim ou não? Só não temos mais dúvidas de que Pais é esse! É a p. do Brasil, gritava a galera, que ainda não batia panelas!
E Cazuza então? Descobriu antes de todos, qual era o negócio e nome do sócio!  Uma premonição? Talvez não! A JBS não merece uma canção! Acho que a melhor solução, o Raulzito, lá atrás, já definiu: é alugar o Brasil!
E enquanto a sujeira continua, a gente canta músicas de outrora como se fossem de agora... Mesmo com toda a lama, com toda a cama, todo sistema, toda Ipanema, a gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando... bola nas costas!
Os homens do planalto, impunes, se unem. E exercem seus podres poderes. A Plebe continua rude e a gente não sabe até quando esperar....  
É o Brasil com a cara de sempre. A música de sempre! E os inimigos? Estão no poder...
Ideologia!  Eu continuo querendo... Só uma, pra viver!

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O VENTO LEVOU...

 
Foi no meio do caminho. O encontro desigual com a natureza. Ela, com a beleza. Eu, com a tentação!  
Era a Br 116. Estrada da morte. Por azar, ou pura sorte, uma magnífica flor no meio da paisagem apareceu. Nada mal. Ficaria perfeita no meu vaso solitário de cristal!  
E estava logo ali. Menos de um metro do sopé da Serra... Parei o carro no acostamento, entre o perigo e uma vontade tamanha. Só uma canaleta separava a estrada e a montanha.  De longe era pequena, talvez uns trinta centímetros e fácil de pular. Pois tinha mais de um metro e um entorno de espinhos a lhe rodear.
Com um pé de um lado e o outro feito compasso, me arranho e me amasso, até chegar ao seu alcance. Agarro a flor desejada, que mesmo esganada, insiste em  não se quebrar.
Puxo mais firme. Ela escapa. Desliza entre os dedos, com medo e exaustão. Queimando a palma da minha mão. Não desisto. Agora é que não! E sem nada que pudesse cortar, agarro a flor e começo a girar... girar... Até a bela se entregar.
Nessa altura éramos três. Eu, a dor, e a flor!  E aquela ideia, de horror.
Mas o vento forte de repente bateu. E feito pluma, diante dos carros e dos meus olhos, a flor, livre e desfeita, desapareceu...
Sobrou só o cabo. Caule seco. Sem vida.
Voltei pela mesma via... Mãos vazias. Sem a flor. Só a dor!

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