quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O CARDÁPIO DA VIZINHA

 
Ganhei novos vizinhos ao lado. No apartamento vinte três! 
Nas primeiras semanas, pensei que se tratasse de um “masterchef”. Depois, imaginei um casal, com uma mulher meio gorda, dessas que vivem para cozinhar. Ou,  uma família abastada, com sua cozinheira genial...
Acontece que meus dias não estão sendo mais os mesmos. Logo pela manhã, sou acordada por um cheiro irresistível de pão com manteiga, torrado na chapa. Outras vezes, uma espécie de tapioca com côco e azeite de dendê! Seria ela nordestina? Não sei, ainda... 
No almoço, carnes e peixes variados. Com temperos e aromas fantásticos, que despertam a gula em qualquer mortal carnívoro. Com certeza, não são vegetarianos...
E à tarde, quase sempre, um bolo de laranja! Sabe o que é sentir cheiro de bolo de laranja com café, às cinco da tarde? Felizmente, é muito raro ficar em casa neste horário. Mas é à noite, quando estou chegando, despedaçando-me de fome e cansaço, que vem a tortura final. Já no corredor, o cheiro dos molhos mais exóticos...  Nuances de macadâmia, molho madeira, manjericão...

Por  Deus! Está ficando cada vez mais difícil comer aquela saladinha leve de alface e tomate todas as noites, sentindo os aromas inebriantes que penetram pelas frestas da porta e das janelas do apartamento.
Semana passada, encontrei na porta, a incrível vizinha do vinte e três. Magra. Esbelta. Muito bem vestida. Perguntei, cordialmente, se era ela que cozinhava e tão bem. Simpática e gentil, ela sorriu e fez sinal com a cabeça dizendo que sim! Não perguntei mais nada. Nem mesmo se ainda trabalhava fora.
Vai que ela diz que é CEO de uma empresa e líder do mercado. Seria muita competência... morando ao lado!


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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

MEMÓRIA DE PAPEL

Dizem que os franceses carregam os pães debaixo do braço. Por tradição. Também não são chegados a banhos diários. Povo estranho esse que vive na bela Paris!
Lembro quando minha única tarefa de filha era buscar o pão às cinco da tarde. Os pãezinhos vinham, todos, naquele clássico saquinho marrom que resiste até hoje. Papel grosso, que amassa fácil e fica excelente para escrever música e poesia.
E a bengala, quente e estalando, vinha enrolada num papel rosa. Papel duro. Que mais tarde foi substituído por um meio transparente, vegetal, parecido com o papel que envolvia as barrinhas de chocolate, só que mais grosso. Ah... as sedas dos chocolates.
Era lindo abrir o lingote de “Diamante Negro” e desfolhar o papel que o envolvia, em cima de uma tira de papelão. São os papéis da minha memória. Que vem numa espécie de trem das cores e de espessuras. Como o papel azul que envolvia a maçã, perpetuado na música...
Papéis são provas de vida. No mais amplo sentido. Eu adorava aqueles papeizinhos que sobravam, quando se arrancava uma folha do caderno espiral... Pedaços iguais a um quebra-cabeça. Mas que não se juntavam jamais.
E eram muitos os papéis dos alimentos, antes de serem engolidos pelas embalagens flip. Bem mais herméticas, convenhamos.
E para o peixe, dentro  do plástico com gelo? Só mesmo o papel jornal!
Tinha papel em todo lugar. O papelzinho que lacrava a caixinha de fósforo. O papel da carta, com cheirinho de talco..
E como não lembrar... o papel dos confetes, que se escondiam nas frestas dos tacos de madeira e no sofá. E ressurgiam de repente, depois de  anos, décadas, talvez, milênios...


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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

SOMOS TODOS CLICHÊ?

 
Morar próximo ao maior porto da América Latina tem seus encantos e clichês! E, cá pra nós, quem nunca embarcou feliz em um pegajoso clichê?
Os lencinhos brancos, por exemplo. Nas mãos das pessoas, acenando para o transatlântico que passa repleto de turistas no “pier” lotado, sob a luz do sol e os peixinhos a nadar no mar ( clichê de Jobim...), é sempre belo de se ver! Compõem tão bem!
Às vezes não temos parentes, sequer conhecidos. Acenamos ao léu! Puro prazer de estar na cena! E os clichês, às vezes mudam de águas... O que dizer das fotos dos casais nas gôndolas de Veneza? Ar de eternos apaixonados...  Devem ter discutido a beça se valia a pena ou não pagar os 80 Euros do passeio!  Não é um clichê barato, não! 
Asseguro, porém, que nunca reproduzi a cena de Titanic na proa de um navio!  Mas a foto de braços abertos nas escadarias do Corcovado, imitando o Cristo Redentor, essa eu fiz! Tenho até hoje a prova. 
Também são bons, os saudosos clichês musicais... Quem nunca terminou a festa cantando “Andança” em corinho, com um grupo de velhos amigos recordando os anos rebeldes? Ah, não?  Foi “ Alegria, Alegria”, então? ...também serve!
Mas, clichê do clichê é imaginar que, no banheiro do aeroporto, alguém irá nos chamar pelo auto falante e impedir nosso vôo... Um Humphrey Bogart qualquer, mudando a história e pedindo pra não partir.  Ilusão! O amor hoje em dia manda whatsapp. – Bora, já!  Desce, aí!!  
E pra terminar o texto em clichê, antes de escrever “FIM”, gostaria que o caro leitor, com seus mais de quarenta anos, olhasse pela janela...
-Olha que céu azul! Agora, confessa, que deu vontade de completar bem baixinho...
 .... azul até demais!!!

                                                 FIM


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RECEBENDO O PRESENTE DA AUTORA PORTUGUESA "JOANA SANTOS SILVA". SEU BONITO LIVRO "ONÍRIA"... RECHEADO DE POESIAS E INQUIETAÇÕES DA ALMA...
UMA BOA DICA DE LEITURA! DA EDITORA CHIADO.

 
E A GANHADORA DO LIVRO INFANTIL "ERA UMA VEZ UMA COISINHA"
DESTE MÊS DE SETEMBRO FOI " MARCIA SALGADO"!!!
NO MÊS QUE VEM TEM MAIS!!!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A MÃE DA FORMIGA

                                                                                                  Desciclopédia

Tem gente que é cascuda. Leva cada porrada da vida!
Levanta, sacode a poeira e segue em frente, sem grandes danos. Não leva culpa. Nem culpa ninguém. Assim lhe faz bem!
E é bom que tenha gente assim. Que segue sem lamento, aprendendo ao seu tempo. Muitas vezes, sem nenhum comprometimento. É um jeito! E cada um tem o seu de viver.
Tem gente, porém, que é pura seda. Rasga fácil. E desfaz-se em pedaços. Basta um peteleco da vida e a alma se contorce toda. Um beijo mal dado e lá se vai o feriado!  Uma palavra errada do amigo e a relação corre perigo. E quando a injustiça começa rondar, o mundo está pra desabar.  
Não se trata de melindre, ou bipolaridade. É o “ser sensível”! Aquele que se trabalhasse em um hospital viveria o drama de cada paciente. Aquele que vê desenho da Disney e chora. Aquele que sente e se incomoda! E como é duro ser assim...
Dizem que é coisa de artista, poeta, gente que não sabe ganhar dinheiro. Só problemas existenciais.  E deve ser sim. Sou deste último tipo desde pequena. Os sentimentos ecoam gigantes. Muitas vezes, desproporcionais. Para o bem e para o mal. Mas sempre deixam, de presente na alma, um belo contorno final!  
Eu tinha cinco anos e lembro perfeitamente... Estava sentada no chão da cozinha olhando uma fila de formiguinhas que passavam perto. Como toda criança, impetuosa, e muitas vezes cruel, espremi com o dedo a última formiga da turma. Queria tocar. Sentir seu cheiro. Experimentar o caos!
Foi quando meu pai, sem ter a noção do tecido frágil de que era feito meu coração, perguntou com ar sério: - você matou a formiguinha?  Sabia que a mamãe dela estava esperando ela chegar em casa? 
A frase danosa entrou feito punhal no meu coração. Foram dias de tristeza e a promessa de nunca mais matar uma formiga sequer. Nem as saúvas!
Nenhuma mãe, mesmo inseto, merece!     



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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SUPERSTIÇÃO?


Dora era única! Especial. De estatura baixa. Gorda, só da cintura para baixo. Pernas brancas e roliças, em xis. E dona de um enorme par de olhos verdes, do tamanho do seu coração.
Mas tinha suas esquisitices. A simetria, por exemplo. Trabalhava há anos com minha família e os objetos das mesas e prateleiras tinham que ficar sempre equilibrados. Dois pra direita. Dois pra esquerda. Um de um lado. Um no meio. Outro do outro lado. Tudo simetricamente distribuído. Toque? Acredito que não. Era pela estética mesmo.
Ela achava bem melhor daquele jeito e pronto! Dava um trabalhão espalhar as coisas quando Dora saia e quebrar aquela rígida distribuição, dando agradável liberdade às coisas.
Além da simetria, outras manias e superstições estavam incorporadas a Dora. Acreditava em olho gordo e mau agouro. Mariposa preta, por exemplo. Era sinal de morte por perto. Quando entrava alguma em minha casa, ela já tremia da cabeça aos pés. -Nossa, vai morrer alguém!  Às vezes, demorava uns três, quatro dias, sem nenhuma morte sequer, e aí Dora forçava... Viu? Fiquei sabendo que morreu o irmão do vizinho do meu cunhado...  -Tá bom, Dora, eu fingia que valia... 
Outra maluquice, além de achar que eu deveria ser a primeira dama da minha Cidade e que devia abrir uma floricultura junto com ela e comercializar vasos de plantas, pois sabia da minha paixão e aptidão para criar orquídeas, era com relação a dois ursinhos de pelúcia que eu tinha no quarto do casal.
Depois de arrumar a cama, esticar os lençóis e borrifar meus perfumes mais exóticos, ela colocava os dois ursinhos se beijando. De início, achei que tinha sido sem querer. No dia seguinte, achei que fosse brincadeira. Mas depois de semanas assim, perguntei: Dora, você coloca os ursinhos se beijando de propósito? - Claro, Dona Inês. Eles se amam!  
Não sei como Dora descobriu isso... Fiquei com medo de perguntar! Aliás, Dora já não trabalha mais com a gente faz alguns anos. E vou confessar... até hoje,  quando arrumo o quarto, coloco os ursinhos se beijando. Vai que...

 
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A MESMA MÚSICA...

 
Parece que escuto a mesma música. Sempre. E ela serve pra hoje!
Artistas brasileiros, em diferentes tempos, com seus cantos certeiros... 
Lá nos setenta, Milton cantava pra uma gente que ri ao invés de chorar. E não vive, apenas aguenta. A gente agora, igualmente se isenta!
Nos oitenta, Renato! Na favela, no Senado, tristeza pra todo lado, ninguém respeita a constituição... Tudo igual. Sim ou não? Só não temos mais dúvidas de que Pais é esse! É a p. do Brasil, gritava a galera, que ainda não batia panelas!
E Cazuza então? Descobriu antes de todos, qual era o negócio e nome do sócio!  Uma premonição? Talvez não! A JBS não merece uma canção! Acho que a melhor solução, o Raulzito, lá atrás, já definiu: é alugar o Brasil!
E enquanto a sujeira continua, a gente canta músicas de outrora como se fossem de agora... Mesmo com toda a lama, com toda a cama, todo sistema, toda Ipanema, a gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando... bola nas costas!
Os homens do planalto, impunes, se unem. E exercem seus podres poderes. A Plebe continua rude e a gente não sabe até quando esperar....  
É o Brasil com a cara de sempre. A música de sempre! E os inimigos? Estão no poder...
Ideologia!  Eu continuo querendo... Só uma, pra viver!

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O VENTO LEVOU...

 
Foi no meio do caminho. O encontro desigual com a natureza. Ela, com a beleza. Eu, com a tentação!  
Era a Br 116. Estrada da morte. Por azar, ou pura sorte, uma magnífica flor no meio da paisagem apareceu. Nada mal. Ficaria perfeita no meu vaso solitário de cristal!  
E estava logo ali. Menos de um metro do sopé da Serra... Parei o carro no acostamento, entre o perigo e uma vontade tamanha. Só uma canaleta separava a estrada e a montanha.  De longe era pequena, talvez uns trinta centímetros e fácil de pular. Pois tinha mais de um metro e um entorno de espinhos a lhe rodear.
Com um pé de um lado e o outro feito compasso, me arranho e me amasso, até chegar ao seu alcance. Agarro a flor desejada, que mesmo esganada, insiste em  não se quebrar.
Puxo mais firme. Ela escapa. Desliza entre os dedos, com medo e exaustão. Queimando a palma da minha mão. Não desisto. Agora é que não! E sem nada que pudesse cortar, agarro a flor e começo a girar... girar... Até a bela se entregar.
Nessa altura éramos três. Eu, a dor, e a flor!  E aquela ideia, de horror.
Mas o vento forte de repente bateu. E feito pluma, diante dos carros e dos meus olhos, a flor, livre e desfeita, desapareceu...
Sobrou só o cabo. Caule seco. Sem vida.
Voltei pela mesma via... Mãos vazias. Sem a flor. Só a dor!

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

AINDA FAÇO ISSO...

 
Deve ser uma dessas modinhas. Mais uma! As incontáveis listas que aparecem nas redes sociais, com mais de cinquenta, cem coisas que uma pessoa deveria fazer antes de morrer.
Confesso que andei lendo. Algumas delas me pareceram um pesadelo. Não tenho a mínima vontade, por exemplo, de participar de um desafio nórdico para nadar sem roupas nas águas geladas da Noruega ... Nem trafegar em desfiladeiros da América Central, fazendo curvas acentuadas bem próximas do abismo... Ou, mergulhar cercada de grades, para ver de perto enormes tubarões...
Talvez minha porção aventureira esteja mais recolhida de uns anos pra cá!  Mas certas coisas bobinhas, sem necessidade de muita coragem ou dinheiro, confesso que tenho vontade de fazer um dia. Com total sigilo e oportunidade.
Uma delas é guerrear com travesseiros. De penas, claro. E de preferência em casa, pra ninguém ver...  Imagino as plumas flutuando no ar, em golfadas de apertos. Balé de penas, em meio a sopapos e solavancos. Divirto-me em  imaginar! Mesmo sabendo que os travesseiros de penas andam caros pra danar... Talvez desista desta experiência!
Outra vontade? Além de sapatear numa poça d’água junto ao poste, a “lá Gene Kelly”, coisa que fiz na última chuva... e de apertar geléias de mocotó colorido em supermercados, seria, com certeza, bem mais arriscado: imagine rolar na grama montanha abaixo, com uma escoliose na C4, e uma dorzinha de cabeça sempre a  latejar? Melhor não tentar.
Ah..mas tem uma coisa que dá pra fazer! Vi na semana passada. Um bebê de dois aninhos que colocava a mão dentro de um pote de sagú e esmagava as bolinhas incolores dentro daquela gosminha vermelha!
Ele caia na gargalhada. Eu também. Não sei se terei tanta ousadia !


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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DÁ PRA FALAR AGORA?

 
Precisava falar com Deus... Mas tinha que ser agora!
Fico muito zangada quando encontro a porta da igreja fechada. E não tem ninguém pra me escutar. Oras! Tenho que ter hora marcada pra falar com Deus? E se for urgente? Se precisar falar neste exato momento?
É certo que a violência anda em alta e até santo no altar está desaparecendo. Mas precisava tanto falar... Se fosse de madrugada, a porta trancada, eu até entenderia. Mas ainda nem acabou o Fantástico...
Precisava falar em particular. Não na missa. Cheia de gente orando.Vozes e cantos. Queria Tête-à-Tête!  Falar baixinho. Contar umas coisinhas. Fazer uns pedidinhos... Alguns desabafos e arrependimentos. Mas, sobretudo, trocar uma idéia. Saber se o caminho está certo. Com que nota estou...
Mas com a porta fechada, fecho o tempo! E o coração. Devo marcar outra hora? Assim como no dentista, no médico ou no massagista? Ora, Deus não faria isso. Deus não pede pra adiar.
Bato palmas! Não tem coroinha. Nem padre na sacristia. Nem ninguém que possa intermediar.... Por um instante me divirto imaginando Deus em grupos do whatsapp, face, instagram... Não! Deus não aguentaria tanta superfície.
Desisto do nosso encontro urgente. Descobrirei outra maneira de lhe falar, quando a dor apertar. Volto caminhando pra casa, cabeça baixa em desapontamento.
Sem perceber que na esquina ao lado, com um morador de rua, em afável bate papo... estava Deus!
Eu nem vi! Ele me contou ...



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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

LICENÇA PARA ANDAR



Às vezes sinto uma vontade imensa de largar a rotina e andar.
Andar por andar... Numa estrada de terra ou na areia, perto do mar.
Não me pergunte quantas horas ou quantos dias. Trata-se de uma licença indeterminada para andar. E não me venha com a ideia de ir a Compostela. Não quero metas, nem objetivos a alcançar. Andar por andar! 
Também não quero ninguém no caminho. Talvez um passarinho. Um lagarto. Ou uma conchinha do mar. Quero o vazio. Esvaziar... Livres, o coração e a mente.
Caminhar sem pensamento, sentimento, lamento, contratempo ou investimento... Quero braços e pernas em movimento cadenciado. Coração tuntaqueando sossegado.
E a alma desdobrada, flutuando bem ao lado. Leveza, sem meditação. Sozinho, sem solidão! Andar por andar, sem maior ou menor explicação.
E depois de algum tempo, vagando, saberei a hora de voltar. Com certa satisfação. Como no último dia de uma longa viagem... Mas sem as malas entuchadas. Nem ticket de passagem.
Vou dar meia volta, somente, e recomeçar...
Um dia vou saber, onde enfim, quero chegar!

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sábado, 5 de agosto de 2017

RESENHA DO MÊS: FRONTEIRA - Luis Fernando Pereira

 
           ENTRE PALAVRAS E RÍTMOS...
                                                     ARMAS E CRUCIFIXOS...
“Os desgraçados vagam dias e dias como fantasmas, lamentando a própria sorte, a procura de uma saída. Mas logo o tormento se encerra. Porque se convertem em estátuas e desaparecem, esquecidos, entre os troncos de pedra.”
Imagens impactantes como essa, povoaram minha mente nos dois dias que reservei para a leitura do livro “Fronteira”, de Luis Fernando Pereira. Seus relatos são breves.  Muitos deles, mergulhados em submundos da América latina, recheados de regionalidade e terrenos incertos. De crenças e matança. Caboclos e vizinhanças. Bandidos e desafetos.
Com uma poética forte. O texto é bem articulado. Sonoro. Com frases curtas, excessos coloquias, gírias e hispanismos. As religiões aparecem em toda a leitura... Bíblia, espíritos, pastores evangélicos, feiticeiros, terço amarrado nos dedos, buzios e tarô...
Mas ninguém está imune às artimanhas da caveira. Enviaram pra me envenenar. Nossa Senhora disfarçada de Maria Madalena...”
Assim como as idéias de vida e morte, sempre presentes...
Ele tremeu, virou os olhos, berrou para fora da sua alma. Estava possuído pelo rei-general dos falecidos”.
E assim, segue o livro seu caminho de fronteira, coragem e espinhos. Às vezes como observador, às vezes como protagonista, o autor mistura repertórios e cenários...
Eu bebia com mineiros, mareado pelo pisco do pacífico, na companhia de um casal de suecos...”.
Mundos efervescentes. Mistura de bairros, línguas e países. Fanáticos, defuntos e videntes. Gentes e suas conturbadas relações. Até as tecnologias atuais surgem nos relatos, em universos familiares,  multifacetados e contemporâneos.
O que parece unir tudo isso? A vertigem. O relato breve. As Frases curtas. Tudo bem articulado de modo a ditar forte rítmo ao texto, selvagem cavalo em marcha.
E  Luis Fernando Pereira, ultrapassa assim sua fronteira...
“A gente acha que cria, mas não decide nada, as sentenças já vem prontas com a página”.
Um livro interessante. Para se conhecer!
Menção honrosa no prêmio Sesc de literatura 2014.

Título:  FRONTEIRA
Autor: Luis Fernando Pereira
Data de publicação: março/2016
Páginas: 79
Coleção Passos Perdidos
https://www.chiadoeditora.com/
https://www.facebook.com/ChiadoEditora
 
 
 
 
 
                       

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

É DOIDA A LUA?

 
 
 
A lua anda! Dando sustos e inspiração! É cada aparição...
Ora surge na minha janela, imensa e amarela. Pintada para a noite. Bela donzela!
Ora é filete de unha que aparece quando entardece. Fina e magrela. Corta e fere em tempos de solidão. Minguando com meu coração.
Outras vezes é novinha. Branca. Redondinha. Lua cheia! De luz e magia. Lua das musas e fadas madrinhas. Protagonista eterna da noite. Enfeite natural no horizonte!
São infinitas as luas... Lua dos amantes. Das cartas de tarô. Lua de São Jorge e do teatro Nô. Lua pequena e distante. Lua vermelha de sangue. Lua dos morcegos, em noite de nevoeiros... Lua que surge na fumaça. Companheira solitária dos que vagam na praça...
Lua do sertão. Lua do rastro no mar. Lua de Ushuaia e do deserto de Madagascar! Lua da praia. Da gandaia... E dos loucos como ela, a girar.
Mas a lua mais marcante que vi nascer foi lá em Paraty. Para mim e para todos ali.
Vi do alto da ponte. Sobre o rio que separa o Centro histórico da cidade. Nem parecia verdade. Impavidamente se erguia, deixando uma luz guia. Rastro dourando as águas escuras... Os escravos fantasmas e suas amarguras. Visitantes. E barcos a descansar...
Com tanta luz a nos presentear, deu vontade de aplaudir. Talvez, de chorar.  
Ah... mas é doida essa lua, sim! A lua dos homens e do lobisomen. Que faz dormir as crianças e acordar os poetas... Lua vista de fenestra. Aquela que bóia e flutua!
Pois que depois de tantas aventuras, a lua ainda anda, nas noites frias,
completamente nua!
Doidivana  lua!   
 
*                    *                           *                           *                        *

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

FAVOR, TIRAR OS SAPATOS...

 
Como é bom tirar os sapatos. Sempre gostei!
Mas certa vez, na casa de amigos, tive que tirá-los para adentrar a casa. Nada de imposição. Apenas uma sugestão do casal. Possivelmente um hábito da família...
Confesso que não estava preparada. Não eram japoneses, nem nada. Pensei nas pessoas que poderiam ficar constrangidas em ter que tirar seus sapatos... Estariam sujos ou mal cheirosos, por acaso?  E se as meias não estivessem limpas?  Furadas, talvez?  
Não tive nenhum dos problemas e acabei tirando sem muito pesar... Percebi na verdade, um ar de conforto e intimidade. Com mais um fofo detalhe: sentada no chão entre pufs, almofadas e chás da tarde. Meus amigos gostavam assim. E com amigo a gente não discute!  
Quanto a mim, continuo achando bom ver as pessoas tirarem os seus sapatos... Eu sempre tiro para pisar na grama ou na areia da praia. É feito fio terra. Tudo descarrega!
Como a moça elegante no fim da festa... Com seu vestido preto, de fenda, que começa a cambalear pra lá e pra cá. É bom vê-la descalçar o salto doze e se acabar na pista feito louca. Descendo da pompa, até o baile terminar... E ela acaba no sambão. Com os pés no chão. É tão bom!
E o que dizer de tirar os sapatos novos, depois de um grande evento ou um longo casamento? Quando o calcanhar lateja, num pulsar de tormento... Que doce momento!
Já tive muitos prazeres iguais a esse...
Mas nada se compara a bailarina que tira as sapatilhas. Pés divinos, mas sempre moídos. Pontinhas em carne viva. Pas de Deux! E de doer! E o jogador de futebol? Que tira as chuteiras, depois do jogo suado? Penso nos incontáveis pisões que deve ter levado!
Tirar os sapatos é muito bom...
Agora mesmo, saí do meu salto alto para escrever mais a vontade.
Mais humilde... Quem sabe, um texto mais belo.
Com os meus pés no chinelo, tão largo... e tão velho!
 
*                               *                               *                                  *
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

ALMA SALGADA

 
Sempre desconfiei que Dorival Caymi e Jorge Amado fossem a mesma pessoa...
Talvez um plano misterioso, arquitetado pela única e gigantesca família baiana. Um segredo envolvendo toda a mídia... Ou ainda, uma teoria conspiratória sem sentido qualquer. Só para nos iludir!
O fato é que aqueles cabelos branquinhos... A fala baiana arrastada... O eterno canto pro mar... Trazem no picaré da nossa memória e na rede sonolenta que os embalava, uma dúvida que feito onda, vai e vem no nosso pensamento: eram um? Ou eram dois?  Pensemos nisso depois...
Acontece que eram baianos. E acontece que nem todo mundo é! Mas o que é que tem? Se o mar é pra todos os peixes e ele nos encanta também?  Pois quem ama o mar não enjoa e não se cansa de olhar. O mar é beleza viva. Refúgio de alma antiga. Quadro líquido. Hipnótico e denso. Nele viajo. E me deixo levar...
Nesse momento, sou também da família do mar! Nem Caymi, nem Amado. Nem soteropolitano arrastado. Se tanto, poetinha caiçara, docemente adotada. Alma salgada!
Que nos versos viaja e às vezes naufraga... E na maresia se inspira. Mistura de peixe com poesia. Odor marinado! Que invade as narinas e as marinas. Impregnando o ar e o cais. Criando uma total mar- dependência.
Vício. Sem fumaça. Sem cigarro. Nem cachaça!
É puro mar salgado nas veias.
E é bonito, é bonito... Demais!
 
*                         *                              *                         *                       *
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

NÃO PERGUNTE... COMA!


Physallis. Linda. Cor de laranja, redondinha...
Foi a fruta exótica que escolhi para experimentar esta semana.
Tenho tido este tipo de vontade ultimamente... Descobrir novos sabores. Novas notas. Paladares diferentes. Nada de vida insossa. Nunca mais!
Acho que foi por isso que gostei tanto da minha recente estada num Hotel no Espírito Santo que tinha, nos fundos, uma imensa árvore de seriguela. Caiam no chão de tão maduras. Vermelhas. Doces e agrestes. Eu me fartava antes e depois dos passeios...
Mas não são só as frutas. Gosto de experimentar outras comidas, nem tão leves e deliciosas como os physallis e as seriguelas. Na nossa visita ao Uruguai, pedi ao amigo “Reyes” que nos levasse para comer algo bem típico e exótico de seu país.
Ele não teve dúvidas: mercado central. Começamos muito bem a degustação com um drink chamado medio y medio, coquetel que mistura vinho branco com espumante. Depois uma bela lasca de provolone torrado na chapa. A seguir, veio a experiência inesquecível. Pedaços de carne de boi e cordeiro embrulhados em papel alumínio.
Quando eu estava prestes a perguntar o que era cada um deles, Reyes disse a frase que recordo até hoje:  "No pregunte! Coma!" E assim, fui abrindo e experimentando aqueles pedaços de carne, com cheiros e sabores fortes e desconhecidos. Sensação difícil de traduzir...
No final do almoço, empanturrados, Reyes, com toda a calma uruguaia, explicou que se tratava de uma “parrillada”. Típica. Legítima! E que eu havia experimentado coisas tipo linguiça de sangue de boi, cérebro, rins, glândulas e intestino delgado!
Entendi naquela hora o porque da frase:  No pregunte! Coma!  
Aos mais receosos, no entanto, recomendo sem medo, os Phisallis!
 
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sábado, 8 de julho de 2017

DEPOIS DO JOGO

 
Lembro da bola saindo das minhas mãos. Redonda. Na altura certa para ser tocada sobre o bloqueio e morrer suavemente na quadra adversária...
Último ponto. O golpe fatal! E o ginásio veio abaixo... A Comunicação vencia pela primeira vez um campeonato. E em cima da poderosa Educação Física! Justo a Comunicação... reconhecida mais pelo talento dos seus nerds escritores do que esportistas de destaque.
Mas foi. E depois da vitória épica, o vestiário em festa das meninas. Entre gritos, sutiãs e calcinhas. Jatos de água, vozes estridentes e gargalhadas. Ah, as meninas... felizes, assanhadas...
Naquele momento, num canto qualquer e sozinha, as lembranças chegavam ponto a ponto, agora de mansinho... Os treinos suados. As manhãs, perdidas, de sábados. Meus vinte anos de paixão, músculos e explosão. Todos aqueles registros gritavam em silêncio no meu peito, em plena algazarra da multidão.
Mais tarde, a festa e os cumprimentos. A medalha dourada, no peito. E por fim, a hora de voltar... Mas não daquele jeito! O suor grudado, ainda quente. Os lances cortantes, na mente.  E aquele gosto da conquista, retumbante e tênue...
Uma volta com meu carro pela orla foi suficiente para baixar a adrenalina e acalmar a febre da vitória... E é bem assim. Fim do jogo. Fim da noite, fim da história!
Chego em casa com a medalha e o cansaço que me resta...  Minha mãe há tempos descansava, em sono profundo e gostoso. Não menos vitorioso. De quem arrumou a casa e fez comida. Sem medalha, nem torcida.
Acordei-a com um beijo e um sorriso de meiguice: - Campeã, mãe! Eu não disse? - Que bom minha filha! Amanhã você conta tim tim por tim tim... 
E assim... vesti o meu pijama de todos os dias e fui deitar. Com todo o orgulho. E toda a solidão que, depois, acompanha o campeão!  
 
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quarta-feira, 28 de junho de 2017

FECHA ESSA TAMPA!


Nunca gostei de fechar nada. Tampas, portas, gavetas, canetas...
E durante muito tempo, fiquei procurando uma justificativa para esse real desmazelo!  Penso que acabei encontrando... Não gosto de coisas encerradas. Finalizadas e trancadas! Armários. Cadeados. Muros entre as casas... Elas me trazem a idéia de aprisionamento. Sufoco.
Sempre, em meus melhores sonhos, imagino lugares amplos. Ambientes claros e abertos que interagem. E com muito sol, de preferência!
A idéia do espaço largo me agrada. Mas não que eu não tenha culpa em não fechar as coisas. Realmente não sou boa nesse quesito. Canetas, por exemplo... Eu não só as deixo abertas, como promovo uma verdadeira dança com elas. A minha vai parar na mesa do amigo, a do amigo vai para outra sala e por assim vai...
E as tampinhas?  Nunca sei onde deixei... Mas que tirei, tirei.  Mea culpa, confesso!    E sofro por isso. Imagina a quantidade de vezes que tive que ouvir:  Fecha essa tampa!  E eu vou lá, quietinha, resignada e fecho. Mas não gosto, não... Imagina, então, a sensação de fechar um bar? Fechar uma festa?... nem pensar!
Gosto de partir antes de acabar. E pensar que a festa vai continuar... Ah, o inacabado, como é livre e reticente...
Acho que é por isso que escolhi morar de frente pro mar, bem na garganta de São Vicente que desemboca no mar aberto... Quando a vida apertar, sempre vou ter uma saída!  
E assim, nessa mesma toada, a reencarnação me cai bem. Nada de acabar por aqui. E ponto final. Voltar várias vezes seria perfeito! Viver novas experiências. Outros personagens de mim, em mim mesma. E depois, sim, morrer. Por que não? Sabendo que vou voltar!
Ah.. mas por favor, na hora do caixão... não fecha a tampa !!!
 
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