quarta-feira, 26 de julho de 2017

FAVOR, TIRAR OS SAPATOS...

 
Como é bom tirar os sapatos. Sempre gostei!
Mas certa vez, na casa de amigos, tive que tirá-los para adentrar a casa. Nada de imposição. Apenas uma sugestão do casal. Possivelmente um hábito da família...
Confesso que não estava preparada. Não eram japoneses, nem nada. Pensei nas pessoas que poderiam ficar constrangidas em ter que tirar seus sapatos... Estariam sujos ou mal cheirosos, por acaso?  E se as meias não estivessem limpas?  Furadas, talvez?  
Não tive nenhum dos problemas e acabei tirando sem muito pesar... Percebi na verdade, um ar de conforto e intimidade. Com mais um fofo detalhe: sentada no chão entre pufs, almofadas e chás da tarde. Meus amigos gostavam assim. E com amigo a gente não discute!  
Quanto a mim, continuo achando bom ver as pessoas tirarem os seus sapatos... Eu sempre tiro para pisar na grama ou na areia da praia. É feito fio terra. Tudo descarrega!
Como a moça elegante no fim da festa... Com seu vestido preto, de fenda, que começa a cambalear pra lá e pra cá. É bom vê-la descalçar o salto doze e se acabar na pista feito louca. Descendo da pompa, até o baile terminar... E ela acaba no sambão. Com os pés no chão. É tão bom!
E o que dizer de tirar os sapatos novos, depois de um grande evento ou um longo casamento? Quando o calcanhar lateja, num pulsar de tormento... Que doce momento!
Já tive muitos prazeres iguais a esse...
Mas nada se compara a bailarina que tira as sapatilhas. Pés divinos, mas sempre moídos. Pontinhas em carne viva. Pas de Deux! E de doer! E o jogador de futebol? Que tira as chuteiras, depois do jogo suado? Penso nos incontáveis pisões que deve ter levado!
Tirar os sapatos é muito bom...
Agora mesmo, saí do meu salto alto para escrever mais a vontade.
Mais humilde... Quem sabe, um texto mais belo.
Com os meus pés no chinelo, tão largo... e tão velho!
 
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

ALMA SALGADA

 
Sempre desconfiei que Dorival Caymi e Jorge Amado fossem a mesma pessoa...
Talvez um plano misterioso, arquitetado pela única e gigantesca família baiana. Um segredo envolvendo toda a mídia... Ou ainda, uma teoria conspiratória sem sentido qualquer. Só para nos iludir!
O fato é que aqueles cabelos branquinhos... A fala baiana arrastada... O eterno canto pro mar... Trazem no picaré da nossa memória e na rede sonolenta que os embalava, uma dúvida que feito onda, vai e vem no nosso pensamento: eram um? Ou eram dois?  Pensemos nisso depois...
Acontece que eram baianos. E acontece que nem todo mundo é! Mas o que é que tem? Se o mar é pra todos os peixes e ele nos encanta também?  Pois quem ama o mar não enjoa e não se cansa de olhar. O mar é beleza viva. Refúgio de alma antiga. Quadro líquido. Hipnótico e denso. Nele viajo. E me deixo levar...
Nesse momento, sou também da família do mar! Nem Caymi, nem Amado. Nem soteropolitano arrastado. Se tanto, poetinha caiçara, docemente adotada. Alma salgada!
Que nos versos viaja e às vezes naufraga... E na maresia se inspira. Mistura de peixe com poesia. Odor marinado! Que invade as narinas e as marinas. Impregnando o ar e o cais. Criando uma total mar- dependência.
Vício. Sem fumaça. Sem cigarro. Nem cachaça!
É puro mar salgado nas veias.
E é bonito, é bonito... Demais!
 
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quarta-feira, 12 de julho de 2017

NÃO PERGUNTE... COMA!


Physallis. Linda. Cor de laranja, redondinha...
Foi a fruta exótica que escolhi para experimentar esta semana.
Tenho tido este tipo de vontade ultimamente... Descobrir novos sabores. Novas notas. Paladares diferentes. Nada de vida insossa. Nunca mais!
Acho que foi por isso que gostei tanto da minha recente estada num Hotel no Espírito Santo que tinha, nos fundos, uma imensa árvore de seriguela. Caiam no chão de tão maduras. Vermelhas. Doces e agrestes. Eu me fartava antes e depois dos passeios...
Mas não são só as frutas. Gosto de experimentar outras comidas, nem tão leves e deliciosas como os physallis e as seriguelas. Na nossa visita ao Uruguai, pedi ao amigo “Reyes” que nos levasse para comer algo bem típico e exótico de seu país.
Ele não teve dúvidas: mercado central. Começamos muito bem a degustação com um drink chamado medio y medio, coquetel que mistura vinho branco com espumante. Depois uma bela lasca de provolone torrado na chapa. A seguir, veio a experiência inesquecível. Pedaços de carne de boi e cordeiro embrulhados em papel alumínio.
Quando eu estava prestes a perguntar o que era cada um deles, Reyes disse a frase que recordo até hoje:  "No pregunte! Coma!" E assim, fui abrindo e experimentando aqueles pedaços de carne, com cheiros e sabores fortes e desconhecidos. Sensação difícil de traduzir...
No final do almoço, empanturrados, Reyes, com toda a calma uruguaia, explicou que se tratava de uma “parrillada”. Típica. Legítima! E que eu havia experimentado coisas tipo linguiça de sangue de boi, cérebro, rins, glândulas e intestino delgado!
Entendi naquela hora o porque da frase:  No pregunte! Coma!  
Aos mais receosos, no entanto, recomendo sem medo, os Phisallis!
 
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sábado, 8 de julho de 2017

DEPOIS DO JOGO

 
Lembro da bola saindo das minhas mãos. Redonda. Na altura certa para ser tocada sobre o bloqueio e morrer suavemente na quadra adversária...
Último ponto. O golpe fatal! E o ginásio veio abaixo... A Comunicação vencia pela primeira vez um campeonato. E em cima da poderosa Educação Física! Justo a Comunicação... reconhecida mais pelo talento dos seus nerds escritores do que esportistas de destaque.
Mas foi. E depois da vitória épica, o vestiário em festa das meninas. Entre gritos, sutiãs e calcinhas. Jatos de água, vozes estridentes e gargalhadas. Ah, as meninas... felizes, assanhadas...
Naquele momento, num canto qualquer e sozinha, as lembranças chegavam ponto a ponto, agora de mansinho... Os treinos suados. As manhãs, perdidas, de sábados. Meus vinte anos de paixão, músculos e explosão. Todos aqueles registros gritavam em silêncio no meu peito, em plena algazarra da multidão.
Mais tarde, a festa e os cumprimentos. A medalha dourada, no peito. E por fim, a hora de voltar... Mas não daquele jeito! O suor grudado, ainda quente. Os lances cortantes, na mente.  E aquele gosto da conquista, retumbante e tênue...
Uma volta com meu carro pela orla foi suficiente para baixar a adrenalina e acalmar a febre da vitória... E é bem assim. Fim do jogo. Fim da noite, fim da história!
Chego em casa com a medalha e o cansaço que me resta...  Minha mãe há tempos descansava, em sono profundo e gostoso. Não menos vitorioso. De quem arrumou a casa e fez comida. Sem medalha, nem torcida.
Acordei-a com um beijo e um sorriso de meiguice: - Campeã, mãe! Eu não disse? - Que bom minha filha! Amanhã você conta tim tim por tim tim... 
E assim... vesti o meu pijama de todos os dias e fui deitar. Com todo o orgulho. E toda a solidão que, depois, acompanha o campeão!  
 
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